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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Zaqueu o Publicano – Um erro que muitos cometem




Muitos de forma errônea ensinam que Zaqueu o publicano (cobrador de impostos) era ladrão e defraudador (sinônimos: falsificação e usurpação). Porém em momento algum a bíblia afirma que ele era ladrão. Analisando Lucas 19:8 “Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.”
Analisando minuciosamente vemos que:
1 – Verificando o tempo verbal da palavra “dou”, significa que ele já o fazia, ele ajudava a população. Se estive-se “irei dar” ou “começarei a dar”, iria significar que não o fazia e estava arrependido por algum motivo para começar a fazer.
2 – Ele afirma que “se”, a palavra “se” significa uma condição,  a palavra “se” aparece 1,670 vezes na versão King James.  Nessa caso é a chamada condição necessária , ex: Se estiver Sol, vou à praia. Parece puro e simplesmente absurdo declarar que, uma condição necessária para fazer Sol é a pessoa que profere estar na praia, ou seja, não é uma condição necessária ser um publicano e ser ladrão ou defraudador.
3 – Quando ele afirma “restituo quadruplicado” estava firme e seguro sobre sua posição em relação de não ter praticado tal ato julgado pelo povo judeu. Neste versículo fica claro que ele conhecia as Escrituras, pois sabia que do ladrão era exigido que cumprisse uma penalidade externa imposta pela lei, ou seja, que fizesse a restituição quadruplicada a quem defraudava, reparando assim o que havia sido roubado, como esta em Êxodo 22:1.
Publicano era uma pessoa que tinha a responsabilidade de cobrar os impostos para o Império Romano. Zaqueu é chamado de “chefe dos publicanos”, o que indica que tinha outros sob sua supervisão (Lucas 19:2) era um superintendente. A palavra grega que se usa é “telones”, porém o termo publicano tem uma raiz na história de Roma onde era aplicado aos cobradores de impostos, por isso se utiliza esta tradução.
Os publicanos eram, como todos os demais cobradores de impostos, sumamente (ou extremamente) odiados. Sempre carregaram a triste fama de que cobravam acima do devido para beneficiar-se, pelo qual João Batista os admoesta: “Não exijam mais do que esta ordenado” (Lucas 3:12-13). Em adição a essa particularidade estava o fato de que os judeus os consideravam fora do padrão religioso, com muito contato com gentios e traidores da nação, por estas razões eram extremamente menosprezados socialmente. Era também menosprezado pelo Romanos, pelo fato deles serem Judeus.
Zaqueu teve oportunidade adicional, primeiro por ser o chefe de todos os cobradores de impostos e pelo fato que, na época, Jericó produzia e exportava uma quantidade considerável de bálsamo, foi sem duvida, um imposto importante, os impostos aplicado na agricultura, também ajudou. No entanto, sua mente não estava inteiramente absorvido por considerações materiais, pois ele se juntou à multidão que se reuniu para ver Jesus na sua entrada na cidade.
O Senhor Jesus contraria todas estas concepções e quebra paradigmas ao se ajuntar com estes publicanos, sendo chamado pejorativamente de o “amigo de publicanos e pecadores” (Mt 11.19). Muitos deles se converteram (Mt 21.31; Lc 7.29), entre os mais famosos, Mateus (Mt 10.3; Lc 5.27) e Zaqueu. A conotação negativa do termo publicano pode ser vista, ademais, no fato de aos publicanos era vedado o direito de adentrar ao Templo e mesmo na Sinagoga e eram pessoas com as quais não se deveria ter comunhão (Mt 18.17). Jesus colocou um publicano para ser um dos 12 Apóstolos. Mateus, um publicano cobrador de impostos para o governo Romano e considerado pelos judeus um traidor da nação, mas que foi chamado por Jesus para compor seu núcleo mais intimo de discípulos.
Nas enciclopédias bíblicas internacionais, não menciona em momento algum que Zaqueu era ladrão. A Bíblia não autoriza afirmarmos, como alguns o fazem, que Zaqueu era ladrão. Quem afirma isso, torce o texto bíblico. O mundo não nos isenta de seus julgamentos, reclamam, murmuram, comentam, falam mal, criticam, mas não era desse jeito que Jesus viu Zaqueu.


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