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sábado, 17 de junho de 2017

A Europa Novamente em Contradição



Peter Martino
A Europa está em estado de contradição a respeito da natureza transformativa de seus inimigos. Ao se recusar a reconhecer a enfermidade mental em suas variadas formas por aquilo que ela é, a Europa permanece incapaz de proteger seus cidadãos.
É um padrão familiar. Sempre que um terrorista comete uma atrocidade, seus apologistas começam a culpar a sociedade ou, ainda pior, as vítimas. Conseqüentemente, não surpreende que, após Mohamed Merah, um francês jihadista descendente de argelinos, ter matado um rabino e três crianças judias em Toulouse (março de 2012), alguns imediatamente culparam os judeus.
Merah gravou em vídeo, a sangue frio, como perseguiu uma garotinha de oito anos por um playground na escola e a assassinou com três tiros na cabeça, e como executou o rabino Sandler e seus filhinhos de três e de seis anos. Mesmo assim, alguns não hesitaram em comparar seus atos a operações militares do exército israelense em Gaza.
Só isso já seria suficientemente chocante, mas o fato de a comparação ter sido feita pela chefe da política externa da União Européia (UE) torna as coisas muito piores. E, assim mesmo, depois de comparar as crianças judias que foram intencionalmente assassinadas em Toulouse com jovens vítimas palestinas dos ataques aéreos defensivos do exército israelense em Gaza, Catherine Ashton, a Alta Representante da União Européia Para Política Externa e de Segurança, ainda está no cargo. Nenhum dos 27 governos dos Estados-Membros da UE solicitou que ela renuncie.
Os políticos israelenses reagiram com indignação à comparação feita por Ashton. As observações dela, entretanto, não são nada surpreendentes tendo em vista seu passado como ativista, pertencente ao grupo “Blame the West First” [Culpem Primeiro o Ocidente]. Algumas pessoas, quando confrontadas com comportamento sociopata, colaboram com ele ou buscam argumentos para provarem que não se trata realmente de um sintoma de desordem emocional, mas de uma tentativa de corrigir uma injustiça que alguém cometeu.
A UE critica Israel freqüente e abertamente. Seus relatos sobre Israel são muitas vezes injustos e tendenciosos. Como Israel é um país ocidental, é odiado por elementos anti-ocidentais na UE, que mostram os palestinos como vítimas permanentes da agressão israelense.
Os americanos não parecem estar conscientes do que está acontecendo, mas pessoas com um passado anti-ocidental controlam mais de um terço das posições mais importantes da UE. Catherine Ashton começou sua carreira política no início dos anos 1980, quando foi tesoureira da Campanha Para o Desarmamento Nuclear (CDN), a principal organização britânica de pacifistas, e que, de acordo com o ex-dissidente soviético Vladimir Bukovsky, estava na folha de pagamento da União Soviética. Ela aparentemente ainda aprova essas políticas desacreditadas e potencialmente autodestrutivas – evidentemente ainda tão cega ao abuso totalitário do poder quanto era três décadas atrás. Ela é tão incapaz de ver a natureza autocrática do islamismo hoje quanto era incapaz de ver a natureza autocrática do comunismo naquela época.
A revista The Economist escreveu em 2010, quando Ashton foi designada como chefe do Departamento de Política Externa da UE: “Imaginem uma Europa dos anos 1980, em que a CDN havia triunfado (...) rendendo-se à pressão do Kremlin e fortalecendo o império do mal. (...) Dada a história de assassinatos em massa, subversão e engano da União Soviética, é impressionante que até mesmo uma associação tangencial com as causas apoiadas pelos soviéticos no passado não levante (...) indignação moral”.
Não houve análise rigorosa das observações de Ashton naquela época; não há análise rigorosa das observações atuais de Ashton.
Infelizmente, Ashton não está sozinha. Dez dos 27 membros da Comissão Européia, a executiva da UE, estavam do lado do domínio totalitário repressivo durante a Guerra Fria. Ou eles eram membros do aparato do Partido Comunista ou eram socialistas marxistas ocidentais, que consideravam o Ocidente tão ruim quanto a União Soviética.
Dois dos atuais comissários da UE eram membros do Partido Comunista Soviético (o estoniano Siim Kallas e o lituano Andris Piebalgs), dois eram membros do Partido Comunista Tchecoslovaco (o tcheco Stefan Füle e o eslovaco Maros Sef­covic), um era membro do Partido Comunista Iugoslavo (o esloveno Janez Potocnik), uma era membro do Partido Comunista Grego (Maria Damanaki) e um era ex-membro do Partido Maoista Português (o presidente da Comissão da UE, José Manuel Barroso). Dois outros eram social-democratas marxistas, próximos do Partido Comunista (o húngaro László Andor e o espanhol Joaquín Almunia) e uma, Catherine Ashton, era ativa em uma “organização pacifista” patrocinada pelos soviéticos, que tentava impedir o Ocidente de se defender contra a agressão da URSS.
À parte de uma tentativa vã de Gerard Batten, membro britânico do Parlamento Europeu, de impedir a designação, em 2010, de delegados da UE que “tenham sido associados a regimes opressivos” ou que “tenham participado de governos ou de movimentos políticos não-democráticos”, ninguém pareceu se importar que um terço dos membros da Comissão Européia seja de ex-colaboradores de um regime que chacinou 20 milhões de seu próprio povo sob Josef Stalin. Hoje, Israel está pagando o preço por essa falta de análise rigorosa por parte dos europeus.
Depois que Ashton foi criticada por políticos israelenses por fazer a comparação Toulouse-Gaza, ela expressou sua “tristeza pela distorção de minhas observações”. Em vez de se desculpar, ela culpou seus críticos por “distorcerem” sua mensagem. Entrementes, ela manipulou a transcrição de suas observações, acrescentando à versão online de sua fala uma referência às crianças israelenses em Sderot, que foram vítimas de literalmente milhares de ataques com foguetes palestinos. Se milhares de foguetes caíssem, ano após ano, nos subúrbios de Bruxelas ou de Florença, o que você recomendaria aos residentes: que recompensassem o adversário abandonando as cidades? Em qualquer caso, a versão online anterior da transcrição não fazia nenhuma referência a Sderot.
Confrontados pelas aspirações de expansão dinâmica do islamismo, manifestadas sem rodeios, pessoas como Ashton e as que a designaram para o cargo, mostram a mesma cegueira enganosa que demonstraram três décadas atrás quando confrontadas pela natureza repressiva do comunismo.
Enquanto Ashton culpou Israel, Tariq Ramadan, professor de Estudos Islâmicos Contemporâneos na Universidade de Oxford, denominado a voz do islamismo moderado europeu, culpou a França. Ramadan escreveu em seu site que Merah se tornou um terrorista “depois de ter sido um cidadão destituído da verdadeira dignidade”. O islamismo não teve nada a ver com isso, afirma Ramadan. A França deve ser culpada porque “um número substancial de cidadãos franceses [de origem islâmica] são tratados como cidadãos de segunda categoria”.
O artigo de Ramadan é uma outra tentativa de culpar as vítimas pela atividade criminal perpetrada contra elas, desta vez em sua condição de cidadãos franceses, em vez de como judeus. Um professor de Oxford escrever tal artigo é uma vergonha e um insulto a todos os membros da comunidade da Universidade de Oxford. É, entretanto, como antes, improvável que alguém daquela universidade proteste contra isso.
A Europa está em estado de contradição a respeito da natureza transformativa de seus inimigos. Ao se recusar a reconhecer a enfermidade mental em suas variadas formas – seja por tentativas de repelir a depressão por meio da agressão, seja por paranóia, inata ou induzida, seja pela excitação em maltratar fisicamente a si mesma ou a outros, o que é conhecido como sadomasoquismo – pelo que ela é, a Europa permanece incapaz de proteger seus cidadãos.
Oitenta anos atrás, os europeus passaram por esse mesmo processo. Como disse Mark Twain: “A história nunca se repete, mas freqüentemente rima”. Mais uma vez – exatamente como fizeram durante a inquisição do Terceiro Reich – os europeus estão fracassando, devido à ignorância, pelo desejo de não tomar conhecimento, ou de não querer confrontar o objeto da desordem emocional, especialmente inflamado diariamente não apenas pelos ensinamentos ideológicos que buscam conspicuamente incitar o ódio, mas também com a cumplicidade de uma imprensa européia cada vez mais reminiscente de Der Stürmer (semanário nazista de incitação contra os judeus). Mais uma vez, os europeus, por seu próprio fracasso, estão tentando fazer com que os judeus paguem o preço. (Peter Martino - www.gatestoneinstitute.org — www.beth-shalom.com.br)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Deus e os Extraterrestres


Norbert Lieth
O professor Dr. Werner Gitt, diretor do "Instituto Nacional de Tecnologia Física" na Alemanha, escreveu o seguinte acerca do assunto:
Estamos sozinhos, ou existe vida em outros lugares do Universo? Os relatórios acerca de discos voadores e de encontros com extraterrestres, que há décadas já produziam inúmeras especulações, e que nos últimos tempos aumentaram em número, receberam combustível de uma ala séria: no início de agosto de 1996, pesquisadores da NASA anunciaram ter descoberto formas rudimentares de vida em um meteorito que supostamente procedia de Marte. Estas ligas orgânicas também poderiam ser bolinhas de lama petrificada, ressaltam. Uma prova de "vida", na verdade, não existia! Mas de qualquer forma a pedra de quase dois quilos, achada na Antártida, reaqueceu a febre marciana mundial: nos próximos anos, americanos, europeus, japoneses e russos planejam cerca de 20 projetos e pretendem enviar sondas até o planeta vizinho Marte, distante 78 milhões de quilômetros.
De modo geral, percebe-se que a crença em inteligência extraterrestre, que já tinha características quase religiosas, alcança uma nova dimensão.

A onda dos OVNIs vai aumentando

Se bem que após algum tempo as especulações sobre a "pedra de Marte" mostraram não ter fundamento, o entusiasmo pela busca de vida extraterrena prossegue. Existem diversas causas para o enorme "boom" dos relatos de aparições de OVNIs (Objetos Voadores Não Identificados). O professor de psiquiatria da Universidade de Harvard, John E. Mack, chamou a atenção do mundo inteiro com sua coletânea de casos intitulada "Raptado por Extraterrestres". Há algum tempo, o cineasta britânico Ray Stilli trouxe a público um filme supostamente rodado em 1947 e mantido em sigilo desde então, mostrando a autópsia de um suposto extraterrestre. Ele teria caído com seu disco voador no Novo México em 1947, próximo à base aérea de Roswell. Na Brasil, o "Fantástico" mostrou partes do filme. Em outubro de 1995, no Congresso Mundial de OVNIs, em Düsseldorf (Alemanha), as imagens pouco nítidas foram uma das principais atrações. (...) Segundo uma pesquisa de opinião efetuada pelo Instituto Allensbach, na Alemanha 17% da população crê que existam OVNIs, 40% contam com vida em outros planetas e 31% crêem que estes seres sejam inteligentes.
Como os cristãos deveriam classificar os OVNIs? Que significado tem a existência de extraterrestres no espaço?

I. O que a ciência diz a respeito?

1. Nunca houve um contato com "extraterrestres"

No ano de 1900, a Academia Francesa de Ciências anunciou um prêmio de 100.000 Francos para quem fosse o primeiro a estabelecer contato com um mundo desconhecido. Marte foi excluído, pois naquela época havia certeza da existência de moradores no planeta vizinho. Mas nesse meio tempo sabe-se com certeza: nem nesse nem em outro planeta existe qualquer sinal de "pequenos homenzinhos verdes" ou de qualquer outro ser inteligente.
Mesmo que até agora não exista a menor prova científica da existência de vida extraterrena, muitos astrônomos – sob o impacto da quantidade enorme de estrelas – acham que a vida, como ela é concebida na terra, também teria de haver surgido em outros lugares. Os cientistas americanos do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence = Busca de Inteligência Extraterrestre) fizeram diversas tentativas para captar sinais do espaço. Tudo foi em vão – eles também não encontraram nenhuma prova de vida extraterrestre.

2. Vida no espaço só seria possível se...

Vida no espaço só seria possível em um planeta cuja superfície suprisse diversas condições.
Vida no espaço só seria possível em um planeta cuja superfície suprisse diversas condições. Ele deve ter a distância certa de seu sol para ser aquecido corretamente. Até aqui os astrônomos só acharam uma indicação de possível vida em um planeta em outro sistema solar. Ele orbita em torno da estrela Pégaso de nossa Via Láctea, distante 45 anos-luz de nós. Mas como ela está 20 vezes mais próxima de seu sol do que a terra, a vida lá seria impossível devido ao calor. Ainda é possível que existam planetas não descobertos entre os incontáveis sóis (um número formado por 1 mais 25 zeros). Mas é, no mínimo, improvável que eles atendam as condições que possibilitem a existência de vida. A simples existência de água ou gelo não é evidência clara da eventual existência de outras formas de vida, como foi publicado em muitos jornais, quando se dizia que na lua de Júpiter, chamada "Europa", eventualmente teria sido descoberto gelo.

3. Distâncias intransponíveis até outros planetas

Mesmo aceitando-se que exista vida em algum lugar do espaço, uma visita de extraterrestres à Terra, como as sugeridas pelos relatos de OVNIs, seria impossível na prática. O principal impecilho são as distâncias inimaginavelmente grandes e, com isso, o longo tempo de viagem que se faz necessário. Já a estrela mais próxima da terra, chamada Proxima Centauri, fica a uma distância de 4,3 anos-luz, ou seja, 40.680.000.000.000 quilômetros (40,7 trilhões). Os vôos do projeto Apolo levaram três dias para irem até a Lua, que fica a 384.000 quilômetros de distância. Com a mesma velocidade, seriam necessários 870.000 anos para se chegar a essa estrela vizinha.
Sondas espaciais não-tripuladas poderiam obviamente ser mais rápidas. Se existisse alguma força de impulsão que alcançasse um décimo da velocidade da luz, mesmo assim a viagem levaria 43 anos. Segundo os cálculos aproximados do físico nuclear sueco C.Miliekowsky, seriam necessárias quantidades enormes de energia para a propulsão. Elas equivaleriam à quantidade de energia elétrica consumida atualmente pelo mundo inteiro em um mês. Além disso, as pequenas partículas de poeira que flutuam no espaço representam um problema para as sondas espaciais, pois colidiriam com elas. Átomos de hidrogênio (100.000 por metro cúbico) são os mais freqüentes. E partículas de poeira de silicatos e gelo com 0,1 grama de peso (100.000 por quilômetro cúbico) já poderiam destruir o aparelho. Tudo isso torna uma viagem de eventuais extraterrestres até nós ou de nós até eles praticamente impossível.

II. A Bíblia

1. Em lugar nenhum a Bíblia fala de extraterrestres

Mesmo que no espaço existam planetas semelhantes à Terra, lá não existiria vida se o Criador não a tivesse criado.
Para os cristãos, a Bíblia é a Palavra de Deus revelada. A Bíblia ensina que a vida só é possível através de um ato criador. Mesmo que no espaço existam planetas semelhantes à Terra, lá não existiria vida se o Criador não a tivesse criado. E se Deus o tivesse feito, e essas criaturas nos visitassem algum dia, então Deus não teria nos deixado ignorantes a respeito. Podemos deduzir isso de Isaías 34.16: "Buscai no livro do Senhor, e lede; nenhuma destas criaturas [de Deus] falhará, nem uma nem outra faltará". Além disso, Deus nos informou acerca de detalhes muito exatos do futuro (por exemplo, acerca da volta de Jesus, detalhes acerca do fim deste mundo, como em Mateus 24 ou no livro de Apocalipse). Um dia o Universo será enrolado como um pergaminho envelhecido (Is 34.4; Ap 6.14). Com isso, se Deus tivesse criado seres viventes em outro lugar, Ele automaticamente destruiria a morada deles.

2. A finalidade das estrelas

Um outro raciocínio que leva à mesma conclusão: se conhecemos a finalidade das estrelas, temos em mãos a chave bíblica para respondermos as questãos concernentes aos assim chamados "extraterrestres". O "para quê" das estrelas é mencionado em diversas passagens bíblicas. O conhecido Salmo 19 trata do assunto, mas queremos salientar aqui o relato da criação. Gênesis 1.14-15 diz: "Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos. E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez."
As razões de sua existência são muito claras: devem luzir na terra, mostrar o tempo e ser portadoras de sinais. As estrelas são, portanto, orientadas e planejadas para a terra, ou, para ser mais exato, para as pessoas que vivem na terra. Diante desta distribuição de finalidades quando de sua criação, diante da seqüência da criação (no primeiro dia a terra e só no quarto dia os outros planetas) bem como do testemunho bíblico como um todo, pode-se chegar a uma única conclusão: não se pode contar com vida em outros planetas!

III. E os OVNIs?

A ufologia é uma espécie de religião substituta.
Após a constatação feita acima, como devemos nos posicionar diante dos fenômenos de discos voadores e diante da euforia e da crença em seres extraterrestres? Li na revista alemã "Focus": "90% das notícias de OVNIs são consideradas disparates, mas um resto de dez por cento é suficiente para o surgimento de muitas especulações." E o sociólogo Gerald Eberlein chega à conclusão: "Pesquisas revelaram que pessoas que não têm vínculos com igrejas mas afirmam ser religiosas, reagem de maneira especialmente forte à possível vida de extraterrestres. Para elas, a ufologia é uma espécie de religião substituta." A Bíblia expressa a mesma constatação num ponto de vista ainda mais profundo, quando menciona causa e conseqüência: "Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Ts 2.9-11).

A Bíblia o diz

Um pensamento complementar para elucidar o fenômeno dos discos voadores: a Bíblia dá uma descrição de todos os seres viventes. O Deus vivo se apresenta a nós como o Deus triúno no Pai, no Filho e no Espírito Santo. No céu existem os anjos, que também servem às pessoas sobre a terra. Eles trazem uma boa mensagem e dão a reconhecer quem os enviou (por ex., Lucas 2.6-16). Suas afirmações são precisas e verificáveis.
Uma mensagem diferente é a do diabo e dos demônios. Efésios 2.2 chama-o de "príncipe da potestade do ar". Seu raio de ação é sobre a terra. O diabo tem seu próprio repertório para seduzir este mundo, sob a forma de variadas práticas ocultas e de milhares de ritos religiosos. Será que não poderia ser que, por trás de todos os fenômenos não identificáveis se encontrassem as obras do enganador? Como os relatos de OVNIs mostram, tudo é muito nebuloso e não identificável. Pessoas que não conhecem a Cristo se deixam fascinar com facilidade por tudo quanto é fenômeno abstrato. Aos cristãos vale o aviso: "Vede que ninguém vos engane!" (Mt 24.4). (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Quem são os cristãos coptas e por que 21 deles foram degolados covardemente?


6 perguntas e respostas para você entender melhor o caso dos cristãos egípcios que o Estado Islâmico chamou de “inimigos hostis”

1. Quem são os coptas?

- Os coptas são os descendentes dos antigos egípcios, que se converteram ao cristianismo no século I.

- Quando os muçulmanos conquistaram o Norte da África, a partir do século VII, impuseram ao Egito o seu idioma árabe e a sua religião islâmica. No entanto, uma minoria dos egípcios se manteve cristã e preservou também o idioma copta, derivado da antiga língua egípcia. Hoje, o copta é usado apenas liturgicamente.

- Os coptas formam atualmente 10% da população egípcia e são tratados como cidadãos de segunda classe, motivo que diminui aceleradamente o seu número. Existem altas taxas de migração, além de conversões ao islã por conveniência social.

- A situação da comunidade cristã copta piorou ainda mais depois da queda do ditador egípcio Hosni Mubarak, em 2011. Nos últimos quatro anos, os coptas passaram a sofrer uma forte perseguição por parte de facções islamitas.

- 90% dos cristãos coptas pertencem à Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria, que nasceu no próprio Egito. Os 10% restantes (cerca de 800.000 pessoas) se dividem entre a Igreja Católica Copta e a Igreja Protestante Copta.

- A Igreja Ortodoxa Copta de Alexandria é independente e não está em comunhão nem com a Igreja Ortodoxa nem com a Igreja Católica. A separação aconteceu após o Concílio de Calcedônia, no ano de 451, por divergências doutrinais no entendimento da pessoa e das naturezas humana e divina de Cristo. O atual patriarca ortodoxo copta é Tawadros II.

- Um grupo de coptas separou-se da Igreja Ortodoxa Copta em 1741 para entrar em comunhão plena com a Igreja Católica Romana. Foi assim que surgiu a Igreja Católica Copta, cuja sede fica no Cairo. Os católicos coptas mantêm as suas tradições e ritos litúrgicos orientais, mas reconhecem a autoridade e a primazia do papa de Roma, estando, assim, oficialmente unidos à Santa Sé. Seu patriarca, obediente ao papa, é Ibrahim Isaac Sidrak.


2. Quem eram os 21 coptas sequestrados pelo Estado Islâmico?

- A maioria dos 21 reféns assassinados covardemente eram migrantes de um vilarejo pobre do Egito, que se transferiram para a vizinha Líbia em busca de novas oportunidades.

- Na Líbia, eles se estabeleceram na cidade litorânea de Sirte, a cerca de 500 quilômetros ao leste da capital, Trípoli.

- Foram sequestrados por milícias ligadas ao Estado Islâmico, em Sirte, entre os meses de dezembro de 2014 e janeiro de 2015.

- No último dia 12 de fevereiro, o Estado Islâmico publicou fotos dos 21 reféns em sua revista online "Dabiq", editada em inglês e voltada a divulgar as suas atividades terroristas ao Ocidente.


3. O que os extremistas do Estado Islâmico fizeram com os reféns coptas?

- Em 15 de fevereiro, os terroristas divulgaram em fóruns jihadistas na internet um vídeo estarrecedor, cujo título era "Uma mensagem assinada com sangue para a nação da cruz". Eles se referem à cristandade.

- O vídeo foi editado pela "Al Hayat", uma das produtoras do grupo terrorista. O Estado Islâmico mantém uma sofisticada estrutura de comunicação e propaganda, que serve tanto para recrutar novos membros na Europa e na América do Norte quanto para disseminar as suas ameaças ao Ocidente.

- As imagens no vídeo mostram os assassinos vestidos de preto e os reféns usando um uniforme laranja idêntico ao de outros reféns degolados anteriormente pelo Estado Islâmico na Síria e no Iraque. De mãos amarradas nas costas, os cristãos coptas são conduzidos em fila à beira do Mar Mediterrâneo, na costa líbia, e obrigados a se ajoelhar na praia. Antes de ser degolados, vários deles aparecem movendo os lábios, possivelmente em oração.
4. Por que os terroristas do Estado Islâmico degolaram esses 21 cristãos coptas?
- No mesmo vídeo, um dos jihadistas diz em inglês que a morte dos 21 egípcios é uma reação à "guerra dos cristãos" contra o Estado Islâmico e uma "vingança em nome de Carmelia Shehata", uma cristã copta egípcia que teria se convertido ao islã em 2005 e que, devido a essa conversão, teria sido supostamente mantida presa pelos coptas em um mosteiro cristão. O episódio originou, na época, violentas manifestações por parte dos muçulmanos egípcios, que exigiam a entrega de Carmelia.

5. O Estado Islâmico assumiu o controle da Líbia?
- A Líbia é hoje um país sem governo. A situação está fora de controle desde a queda do ditador Muamar Kadafi, na revolução de 2011. Várias facções controlam porções do país e brigam entre si para expandir o seu domínio territorial.

- Há principalmente dois grupos rivais disputando o poder na Líbia: um controla a capital, Trípoli, e o outro a cidade de Tobruk. O governo reconhecido internacionalmente como legítimo é o que está sediado em Tobruk.

- A importante cidade de Bengasi, palco inicial da revolta contra Kadafi, está hoje sob o domínio de várias milícias jihadistas. Algumas delas mantêm vínculos com a Al-Qaeda.

- A cidade de Sirte também está em mãos de milícias radicais islâmicas. Uma delas é a Ansar al Sharia, o braço do Estado Islâmico na Líbia.

6. De que maneira o Egito reagiu à execução dos seus 21 cidadãos coptas?
- No mesmo dia da execução dos 21 reféns (o último domingo, 15 de fevereiro), o governo egípcio proibiu os seus cidadãos de viajar à Líbia.

- Nesta segunda, 16, o presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, ordenou ataques aéreos contra o Estado Islâmico na Líbia.

- Al-Sisi chegou ao poder em 2013, após derrubar, com apoio popular, o governo da Irmandade Muçulmana, que é um partido político de orientação religiosa islamita. A Irmandade Muçulmana tinha ocupado a presidência do Egito após a derrubada de Mubarak, entre 2011 e 2013.

- Al-Sisi considera que o caos no país vizinho ameaça o Egito porque os jihadistas líbios mantêm relações com os extremistas pró-Estado Islâmico que atuam na península egípcia do Sinai. O presidente egípcio é inimigo do islamismo político que hoje controla Trípoli. Por isso, ele reconhece como legítimo o governo líbio baseado em Tobruk.

- O Egito está alinhado com vários países do Oriente Próximo, do Oriente Médio e do Norte da África para combater o Estado Islâmico, que é tido como um inimigo em comum.

Fonte: ALETEIA

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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O monge que não era bom o suficiente.


Foi há pouco mais de 500 anos, no outono de 1510, que um monge Católico Romano desesperado fez o que ele pensava que seria a peregrinação espiritual mais importante de sua vida.
Ele havia se tornado monge cinco anos antes, muito para a surpresa e espanto de seu pai, que desejava que ele se tornasse advogado. De fato, foi em seu caminho para casa da faculdade de direito que esse jovem, então com 21 anos, se viu no meio de uma tempestade severa. Os relâmpagos eram tão fortes que ele tinha certeza que iria morrer. Temendo por sua vida, baseado em sua educação Católica Romana clamou por ajuda. “Santa Ana”, ele gritou, “poupe-me e eu me tornarei um monge!”. Quinze dias depois, ele deixou a faculdade de direito para trás e entrou em um monastério Agostiniano em Erfurt, na Alemanha.
O temor da morte o levou a se tornar um monge. E foi o temor da ira de Deus que o consumiu pelos próximos cinco anos – tanto que ele fez, de fato, tudo o que estava ao seu alcance para aplacar sua consciência culpada e ganhar o favor de Deus.
Ele se tornou o mais intransigente de todos os monges do monastério. Se dedicava aos sacramentos, jejuns e penitências. Chegou ao ponto de realizar atos de autoflagelo como ficar sem dormir, passar noites de inverno sem se cobrir para dormir e se chicotear, tentando pagar por seus pecados. Refletindo sobre esse tempo de sua vida, ele diria depois que “se alguém poderia conquistar o céu pela vida monástica, seria eu”. Mesmo seu supervisor, o chefe do monastério, se preocupava com o jovem se tornar muito introspectivo e consumido além da conta com as questões sobre sua própria salvação.
Mas as terríveis questões não iriam embora.
Esse jovem monge se tornou particularmente fixado no ensinamento do apóstolo Paulo sobre a “justiça de Deus” no livro de Romanos, especialmente em Romanos 1.17. Nesse verso, Paulo fala do evangelho: “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé”.
Mas o entendimento desse jovem sobre o verso estava obscurecido. Lendo pela ótica da tradição Católica Romana, ele torcia o significado, pensando que ele teria que se tornar justo por seus próprios esforços para poder viver uma vida de fé. Mas havia um problema. Ele sabia que ele não era justo. Apesar de tudo que ele fazia para conquistar o favor de Deus, ele sabia que estava aquém do padrão perfeito de Deus.
Assim, como contaria mais tarde, ele passou a odiar a frase “a justiça de Deus”, porque via nela a sua própria condenação. Ele percebeu que se a perfeita justiça de Deus é o padrão (e é, obviamente), e se ele, enquanto homem pecador, não poderia alcançar esse padrão (obviamente, não poderia), então ele estava completamente condenado. Assim, frustrado e desesperado, se entrou ainda mais ferventemente às práticas estritas da vida monástica, tentando ao máximo conquistar seu caminho à salvação. E ele só ficava mais desencorajado e mais desesperado.
E foi assim que, cinco anos após se tornar um monge, no ano 1515, esse homem desesperado fez o que ele pensava ser a peregrinação espiritual de sua vida. Junto com outro amigo monge, viajou para o centro do poder e pensamento Católico – a cidade de Roma. Se alguém poderia ajudá-lo a acalmar a tempestade que se dava em sua alma, certamente seria o Papa, os cardeais e os sacerdotes de Roma. Além disso, ele pensava que se prestasse suas homenagens nos altares dos apóstolos e se confessasse lá, naquela santa cidade, ele asseguraria o maior perdão possível. Certamente essa seria uma forma de conquistar o favor de Deus. O jovem estava tão empolgado que, quando primeiro avistou a cidade, caiu de joelhos, ergueu as mãos e exclamou “Te saúdo, ó santa Roma! Três vezes santa pelo sangue dos mártires derramados aqui!”.
Mas em breve ele seria severamente desapontado.
Ele tentou se imergir no fervor religioso de Roma (visitando os túmulos dos santos, realizando atos ritualísticos de penitência, etc). Mas logo ele percebeu uma alarmante inconsistência. Ao olhar ao redor para o Papa, os cardeais e os sacerdotes, ele não via qualquer justiça. Pelo contrário, ele ficou perplexo com a corrupção, ganância e imoralidade.
Como o famoso historiador da igreja Philip Schaff explicou, o jovem ficou
chocado pela descrença, leviandade e imoralidade do clero. Dinheiro e vida luxuosa pareciam ter substituído a pobreza e abnegação apostólicas. Ele não via nada além de esplendor mundano na corte do Papa [...], e ouviu sobre os escabrosos crimes dos [Papas anteriores], desconhecidos na Alemanha, mas proclamados livremente como fatos indubitáveis na memória recente de todos os romanos… Lhe foi dito que “se havia um inferno, Roma foi construída sobre ele”, e que esse estado das coisas iria colapsar em breve.
Um homem desesperado em uma jornada desesperada, tendo devotado toda sua vida em busca de autojustiça e legalismo e não encontrando, foi à Roma em busca de respostas. Mas tudo que encontrou foi falência espiritual.
Desnecessário dizer que Martinho Lutero deixou Roma desiludido e desapontado. Relatou que, em sua opinião, “Roma, outrora a cidade mais santa de todas, agora era a pior delas”. Não muito tempo depois ele iria desafiar o Papa abertamente, chamando-o de anticristo; condenaria os cardeais por serem charlatões; e iria expor a tradição apóstata do Catolicismo Romano pelo que havia se tornado: um sistema destrutivo de justificação por obras.
A viagem de Lutero a Roma foi um desastre. Apesar disso, foi parte crítica de sua jornada rumo à fé verdadeira e salvífica. Pouco tempo depois, o intransigente monge descobriu a reposta para seu dilema espiritual: se ele era injusto, apesar de seus melhores esforços, como ele poderia ser feito justo perante um Deus santo e justo?
Em 1513 e 1514, enquanto ensinava no livro de Salmos e estudava o livro de Romanos, Lutero chegou ao conhecimento da gloriosa verdade que estava oculta a ele por tantos anos: a justiça de Deus revelada no evangelho não é meramente o requerimento justo de Deus – do qual todos os homens estão aquém (Romanos 3.23) – mas também a provisão justa de Deus, na qual, em Cristo, Deus imputa a justiça de Cristo àqueles que creem (Romanos 5.1-20).

As palavras do próprio Lutero resumem a gloriosa transformação que essa descoberta causou em seu coração:
Finalmente meditando dia e noite, pela misericórdia de Deus, atentei ao contexto das palavras “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: ‘O justo viverá por fé’”. Então comecei a entender que a justiça de Deus pela qual vive o justo é um dom de Deus, pela fé… Aqui eu senti como se eu tivesse nascido completamente de novo e tivesse entrado em um paraíso cujos portões estavam finalmente abertos. Um lado completamente novo das Escrituras se abriu para mim… e eu exultava na doce palavra com um amor tão grande quanto o desprezo com que eu odiava o termo ‘justiça de Deus’.
Após uma vida de culpa, após anos lutando para se tornar justo por si mesmo, após tentar agradar Deus por suas próprias forças e após uma viagem desanimadora à Roma, Martinho Lutero finalmente entendeu o coração da mensagem do evangelho. Ele descobriu a justificação pela graça por meio da fé em Cristo; e, nesse momento, ele foi transformado.
Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
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terça-feira, 5 de agosto de 2014

A Formação de um Discípulo


Keith Phillips 


“Você tem de ser uma pessoa de Deus, antes de realizar a obra de Deus” 

INTRODUÇÃO 

O objetivo da vinda de Jesus a terra foi salvar uma raça decaída e levantar um povo que pudesse 
louvá-lo para sempre. 
Jesus veio como servo. Cuidou de doentes, curou os abatidos pela dor, pregou o evangelho, ensinou 
e muito mais. 
Jesus concentrou sua atenção principalmente em: Fazer discípulos. Ou seja, pessoas que 
aprendessem d’Ele e com Ele, e então, seguissem seus passos. 

Em Mateus 28.18-20, depois de sua morte e antes de sua ascensão, Ele nos disse: 

“...Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto, ide, fazei discípulos de todas as 
nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a obedecer a 
todas as coisas que Eu vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a 
consumação dos séculos.” 

A comissão de Cristo não é um chamado para novos projetos mas o desenvolver do próprio método 
de Jesus. 
Ele sabia que os verdadeiros discípulos cresceriam a semelhança de seu Mestre e através do Espírito 
Santo multiplicariam a vida dEle em outras pessoas. 

Sendo assim, todos são chamados a fazer discípulos! 
Seu chamamento não é um dom, é uma ORDEM. 
Os que crêem em Cristo não tem outra opção a não ser obedecer a sua ordem. 

O objetivo deste estudo é apresentar uma introdução aos aspectos práticos do discipulado. 

01) AS NECESSIDADES HUMANAS 

Jesus é a resposta para as necessidades físicas e espirituais de todos os homens. Mas como 
poderemos tornar a verdade do evangelho aplicável a nossa sociedade? 
Por vezes usamos várias estratégias a fim de comunicar essas verdades aos homens, mas 
raramente nossos métodos dão certos: 
1. Pregações em massas 
2. Grandes conferências 
3. Cruzadas evangelísticas 
4. Muitos estudos bíblicos nos lares 
5. Gincanas, concursos...etc. 
Devemos nos lembrar sempre da ordem que recebemos de nosso Mestre: 

Portanto, vão, e façam discípulos de todas as nações... (Mateus 28. 18-20) 

A Comissão de Cristo para sua Igreja não é fazer convertidos, mas sim, fazer discípulos. 

02) O DISCIPULADO 
a) O que é o discipulado? 

O Discipulado Cristão é um relacionamento do Mestre e aluno, baseado no modelo de Cristo e seus 
discípulos, no qual o Mestre reproduz muito bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo, 
que o aluno é capaz de treinar outros para ensinarem a outros. 

O Discipulado é a única maneira de evitar-se a má nutrição espiritual e a fraqueza dos filhos 
espirituais pelos quais somos responsáveis. É o único método (princípio) que produzirá crentes 
maduros que poderão inverter a deteriorização física e espiritual dos povos. 

b) O Que é um Discípulo? 

Pensemos em Jesus: 

Ele esteve com seus discípulos dia e noite; 
Seus discípulos escutavam suas pregações constantemente; 
Memorizavam seus ensinamentos; 
Viam-no viver a vida que ensinava. 

Discípulo: É o aluno que aprende as palavras, os atos e o estilo de vida de seu Mestre com a 
finalidade de ensinar a outros. 

03) OS COMPONENTES ESSENCIAIS DO DISCIPULADO: 

1. Morte de si mesmo 
2. Reprodução 

Morte de Si Mesmo 

A morte do EU 

... “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Pois 
quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a 
salvará.” Lucas 9.23,24. 

Alguns pensam que a ordem de Jesus parece um pouco exagerada: Negue-se a si mesmo. 
Renúncia total! 
Mas sabemos que para compartilhar da Glória de Jesus Cristo, primeiro a pessoa precisará 
compartilhar de sua morte. 

Daí seu chamado: Siga-me! João 12.26 

Ex: 
1- Pedro e André - Mateus 4.18-20 – “Vinde após mim...” 
2- Tiago e João – Mateus 4.21-22 – “E seguiram-no...” 
Jesus, por vezes confronta os que estão hesitando: 
‰ A mulher no poço sobre seu adultério – João 4 
‰ Nicodemos e seu orgulho intelectual – João 3 
‰ O jovem rico – Jesus não foi correndo atrás dele. Luc. 18.18 
Jesus apenas ordenou: 
‰ Renuncie seus próprios interesses 
‰ Abandonem seus pecados 
‰ Obedeçam-me 

Somos salvos para trazer Glória a Deus através de um povo que tem o caráter do seu filho; 
portanto, qualquer um que compreenda a salvação, compreende que aquele que tem a Cristo como 
Salvador de sua vida, deverá tê-lo como Senhor de sua vida também. 
Cristo não poderá ser Senhor da minha vida, se eu for o senhor dela. Para que Ele esteja no 
controle, eu preciso morrer. 

Vivendo na perspectiva de quem já morreu para si mesmo:


1- Já não se preocupa com seus direitos, com sua independência ou com as opiniões dos outros a 
seu respeito; Gálatas 5.24. 
2- Não fica ansioso pelo amanhã por que o seu futuro se encontra nas mãos de outro; Fil. 4.6. 
3- É liberto a fim de fazer todas as coisas para a glória de Deus; Rom 8.10. 
4- Em gratidão a Deus vê toda sua vida e todo o seu ministério como adoração; I Coríntios 10.31. 
5- É capaz de reproduzir – João 12.24 
04) A REPRODUÇÃO 
Cristo ordenou que seus discípulos reproduzissem: “Toda vara em mim que não dá fruto, Ele a 
corta; e toda vara que dá fruto,Ele a limpa, para que dê mais fruto”. João 15.2. 
O discípulo maduro precisa ensinar a outros crentes como viver uma vida que agrade a Deus, 
equipando-os para treinarem outros para que ensinem a outros. 
Todos os discípulos fazem parte de um processo escolhido por Deus para expandir o seu Reino 
através da reprodução. 
Deus escolheu um método sólido e eficaz de edificar seu Reino. Começaria pequeno como um 
grão de mostarda, mas cresceria rapidamente, a medida que espalhasse de pessoa a pessoa. 
UMA COMPARAÇÃO DA EVANGELIZAÇÃO SEM DISCIPULADO E DA EVANGELIZAÇÃO 
COM DISCIPULADO 
Ano Evangelista O que faz discípulos
1 365 2
2 730 4
3 1095 8
4 1460 16
5 1825 32
6 2190 64
7 2555 128
8 2920 256
9 3285 512
10 3650 1024
11 4015 2048
12 4380 4096
13 4745 8192
14 5110 16384
15 5475 32768
16 5840 65536
17 6205 131072
18 6570 262144
19 6935 524288
20 7300 1048576
21 7665 2097152
22 8030 4194304
23 8395 8388608
24 8760 16777216
25 9125 33554432
26 9490 67108864
27 9855 134217728
28 10220 268435456
29 10585 536870912
30 10950 1073741824
31 11315 2147483648
32 11680 4294967296 
O Discipulado não somente nos permite ter a alegria de ver o nascimento de novos filhos na fé como 
também nos permite assumir a responsabilidade da paternidade responsável. 
A pessoa que faz discípulos sabe que a responsabilidade continua até que seu discípulo chegue à 
maturidade espiritual, à capacidade de reproduzir. Discipulado é uma reprodução de qualidade que 
assegura que o processo de multiplicação espiritual continuará de geração em geração. 
O Espírito Santo instituiu um dispositivo pelo qual se pode controlar a qualidade dos filhos 
espirituais. Paulo, em 2 Timóteo 2.2 deixa subtendido que a relação da pessoa que faz discípulos 
estende-se até quatro gerações: “e o que de mim (Paulo) ouviste (Timóteo) de muitas testemunhas, 
transmite-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem a outros.” 
A pessoa que faz discípulos só fica sabendo quão eficazmente ensinou seu aluno, quando ele o vê 
ensinando a outros. 
Se você não possue neto espiritual, alguma coisa não saiu bem no processo de discipulado. 
Então concluímos que Jesus, a mais de dois mil anos atrás, desafiou-nos a tomar a cruz, ir atrás 
d’Ele e ser seu discípulo. Ao seu chamado deu-nos apenas duas opções: Se a resposta for 
incredulidade, desobedeceremos e morreremos. Se a resposta for a fé, obedeceremos e nos 
tornaremos seus discípulos. Assim morreremos para o nosso próprio eu e reproduziremos. 
 (Fé) ---------- Obediência ---------- Discipulado ------------ Morte de si mesmo 
 =Reprodução 
 (Incredulidade) ------------------- Desobediência ----------- Morte! 
05) COMO SABER SE SOU DISCÍPULO DE JESUS CRISTO? 
Você apresenta o caráter de Cristo? 
Seu caráter é mais importante que sua capacidade ou suas habilidades. O caráter cristão consiste na 
união das qualidades mentais e éticas que o capacitem a “andar de modo digno de Deus, que vos 
chama para o seu Reino e Glória” , I Tessalonicenses. 2.12. 
Exibe o fruto do Espírito, Gálatas 5.22-23. 
Um exame cuidadoso da vida de Jesus nos revela quatro virtudes que caracterizaram a sua vida: 
1- Obediência; 
2- Submissão; 
3- Amor; 
4- Oração. 
Tais virtudes devem ser alvos para sua vida e através delas poderás medir o seu crescimento e o 
progresso daqueles que você instrui ou discipula. 
5.1- 1ª CARACTERÍSTICA DO DISCÍPULO - OBEDIÊNCIA 
Por que obedecemos? 
Romanos 2.4 – Ele é Senhor soberano do Universo e nossa obediência é a única resposta aceitável 
para sua inefável bondade. 
João 14.15 – Somente os que obedecem à palavra de Deus demonstram amor por Ele. 
Ex: Obediência dos soldados aos seus comandantes. 
‰ CONHECENDO A PALAVRA DE DEUS 
Como será possível obedecer a Deus sem saber sua vontade para conosco? 
Felizes aqueles que ouvem a palavra e a guardam – Lucas 11.28 

Leia mais aqui  A formação de um discipulo

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O Melhor Presente de Todos



"Mas como você pode ter certeza de que Ele realmente lhe dará esse presente? Porque Ele mesmo diz: “O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). "


O Natal é a época do ano em que enfrentamos shoppings lotados, gastamos até o último tostão e estouramos o limite do cartão de crédito tentando comprar presentes para todos os que amamos – e até para alguns que não amamos.

Mas o maior presente de todos não custa nem um centavo. Não é preciso ficar em pé numa loja apinhada de gente esperando ser atendido para poder comprá-lo. Não é preciso esvaziar a carteira para pagar por ele. E não é preciso sacar o cartão de crédito e acrescentar mais um débito à sua conta já sobrecarregada.

De fato, não é possível comprar esse presente. Tudo o que podemos fazer é recebê-lo. Outra pessoa o comprou para nós. E lhe custou tudo o que tinha.

Na verdade, ele é um presente de muitas facetas, como uma jóia – mas muito melhor. Ele nunca sai de moda. Não se pode perdê-lo. Ele não pode ser arrancado, nem roubado. Ele jamais se quebra, nem precisa de conserto. Não precisamos comprar uma garantia para ele. Além disso, à medida que o tempo passa, ele vai melhorando cada vez mais.

Esse presente existe em quantidade suficiente para todas as pessoas do mundo. Infelizmente, muita gente não sabe nada a respeito dele, ou não entende que tudo o que precisa fazer é pedi-lo. Ninguém jamais tem seu pedido recusado.

Esse é o melhor presente de Natal que alguém pode receber. Aqui estão algumas coisas que vêm junto com ele: perdão dos pecados (Ef 1.7), paz (Jo 14.27), amor (Rm 8.35), vida eterna (Jo 3.16), vida abundante (Jo 10.10), a garantia de uma herança (Ef 1.3,11,14) e um corpo novinho em folha, no futuro (1 Co 15.50-54).
O Melhor Presente

Para receber esse presente, tudo o que você tem a fazer é concordar com Deus e admitir que você é pecador. A Bíblia diz: “Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque” (Ec 7.20). Se você já fez alguma coisa que o próprio Deus não faria, você está fora dos padrões dEle (Lv 20.7; Rm 3.23). Portanto, está qualificado a receber esse presente. Na verdade, você precisa dele. Foi por isso que Deus o preparou para você.

“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo [o Messias] morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8). Jesus recebeu o castigo pelos pecados que você cometeu, porque Ele o ama. E, porque Ele é Deus, ressuscitou dentre os mortos e está pronto a dar-lhe o presente da vida eterna. Tudo o que você tem a fazer é pedir.

Mas como você pode ter certeza de que Ele realmente lhe dará esse presente? Porque Ele mesmo diz: “O que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6.23). 

Você não gostaria de receber agora mesmo o presente da vida eterna que Deus tem para lhe dar? Basta pedir. Será o melhor presente que você já ganhou na vida. E não existe melhor época para recebê-lo do que agora!

 (Israel My Glory - http://www.ajesus.com.br)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Você tem amigos de verdade?





O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.
  Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.  Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando.  Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. João 15:12-15

"Finalmente, antes de querer um amigo de verdade, seja um amigo de verdade. Lembre-se de que atraímos para nossa vida pessoas parecidas conosco. Seja alguém nobre, que com certeza outras pessoas nobres aproximarão de você."



“Diga com quem tu andas que te direi quem tu és” é um ditado bem comum, e muito verdadeiro. Por que isso acontece? Porque somos altamente influenciáveis. Quando nos unimos a pessoas de má índole acabamos na mesma condição. A Bíblia diz em 1 Co 15:33 que “as más companhias corrompem os bons costumes”. Quanto mais próximo das ‘más companhias’ estivermos, mais longe de nossos sonhos estaremos. Com quem você tem andado? Será que está cercado de amigos de verdade?

Os sociólogos dizem que se você anotar o nome das dez pessoas mais próximas em sua vida e seus ganhos anuais, somá-los e dividir por dez para tirar uma média de rendas, o resultado obtido será muito próximo ao seu próprio rendimento anual. Isso confirma o fato de que somos muito parecidos com quem está próximo de nós. As pessoas com as quais andamos determinam o nível que vamos alcançar.

O nível de felicidade em nossa vida depende das pessoas com quem não andamos. Veja o que diz o salmista em Sl 1.1: “bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”. Não ande próximo de pessoas que não contribuam para seu crescimento e para o alcance de seus objetivos. O fato é que toda pessoa tem o direito de escolher seus amigos. Se você quer ser um campeão, ande com outros campeões.

Para o escritor Juan Vereecken, uma amizade verdadeira possui algumas características:
- Os amigos entendem um ao outro. Gostam de estar juntos e compartilhar dos mesmos sentimentos.
- Os amigos não fazem coisas ofensivas um com o outro.
- Os amigos erguem-se mutuamente.
- Os amigos são leais, mesmo quando um deles não está presente.
- Os amigos se defendem.
- Os amigos se sacrificam um pelo outro

Conquistar grandes coisas na vida é o resultado direto de ter amizades fortes. Amizades verdadeiras requerem uma grande lealdade, são dignas de uma alta confiança, oferecem uma forte ajuda mútua e os amigos doam-se um ao outro com intensidade. Você tem um bom amigo? Você tem alguém com quem possa passar um período juntos, rir e ser quem você é? Se você não tem uma pessoa assim, peça a Deus que traga para sua vida uma pessoa que possa ser um verdadeiro amigo, alguém que acrescente valor à sua vida e a quem você também possa agregar valor.





Vídeo: Música Amigos


Finalmente, antes de querer um amigo de verdade, seja um amigo de verdade. Lembre-se de que atraímos para nossa vida pessoas parecidas conosco. Seja alguém nobre, que com certeza outras pessoas nobres aproximarão de você.

Adaptação: Iveraldo Pereira.


Fontes: Bíblia; Livro: Coração de Campeão




http://www.melhoracadadia.com/2009/06/voce-tem-amigos-de-verdade.html



"Quer saber quantos amigos você tem? 
Dá uma festa.
 Quer saber a qualidade deles?
 Fica doente."
( Autor Desconhecido )