Pesquisa no blog

sábado, 17 de junho de 2017

O MUNDO ESTÁ DOENTE E AGONIZA

Resultado de imagem para O MUNDO ESTÁ DOENTE E AGONIZA

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis” (2Tm 3.1).

​O mundo foi atingido por uma enfermidade mortal desde que o pecado entrou em nossa história, com a queda dos nossos pais. Mas, essa enfermidade aguda, agônica, endêmica e sistêmica está produzindo no mundo gemidos pungentes e sofrimento atroz. O mundo agoniza.
​O apóstolo Paulo, descreve esses últimos dias com cores fortes. Esses últimos dias chegaram com a vinda de Cristo e terminarão com a volta de Cristo. Entre a primeira e a segunda vinda de Cristo esses dias têm ficado cada vez mais difíceis, cada vez mais turbulentos, cada vez mais ameaçadores e furiosos.
​A palavra “difíceis”, usada por Paulo no texto em epígrafe, significa “furiosos”. É a mesma palavra usada para descrever o endemoninhado gadareno. Vivemos dias furiosos. Há uma violência incomum imperando entre as nações. O terrorismo multiplica suas vítimas todos os dias. Sangue e mais sangue é derramado sem qualquer respeito à vida. As guerras se espalham apesar dos tratados de paz. A inquietação entre as nações aumenta apesar dos esforços diplomáticos. A violência cresce nas ruas apesar da repressão da lei. O investimento em armas de destruição cresce apesar do esforço do desarmamento.
​Os últimos dias não são apenas furiosos, mas também, são marcados por uma influência satânica. Os homens, loucamente, sacudiram de si o jugo de Deus. Baniram de suas escolas o nome de Deus. Varreram de suas Constituições os preceitos da palavra de Deus. Jogaram para o fosso do esquecimento o nome de Deus. Uma geração que despreza Deus abre caminho para a influência satânica, pois o humanismo idolátrico é de inspiração satânica. Quando o homem empurra Deus para a lateral, para ocupar o centro do mundo, está apenas fazendo o jogo daquele que sempre quis ocupar o lugar de Deus.
​Esse arqui-inimigo de Deus é maligno, mentiroso, ladrão e assassino. Seus planos são perversos. Suas palavras são enganosas. Suas ações são devastadoras. Onde ele age, prevalece a mentira. Onde ele põe sua mão perversa, há rapinagem e morte. A influência demoníaca está presente em todos os setores da sociedade. Sua sordidez pode ser vista na política, na economia e na religião. Sua influência maligna é notória na educação, no cinema, na televisão e nas redes sociais. O pensamento humano foi afetado por essa influência diabólica. As filosofias humanas e os sistemas de governo foram contaminados por esse fermento perigoso. As artes, a música, o teatro e as expressões culturais de diversão foram infiltrados por esses pensamentos contrários à dignidade e à santidade da vida. Os esportes, as correntes de pensamentos, os sistemas econômicos e a própria religião não escaparam dessa perversa influência. Os homens tornam-se cada vez mais egoístas, avarentos, soberbos, blasfemadores, irreverentes, violentos, traidores. Amam mais a si mesmos do que ao próximo. São mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus. Não respeitam aos pais nem às leis. Não têm domínio próprio. Vivem rendidos aos vícios e aos seus desejos mundanos.
​O apóstolo Paulo alerta-nos, dizendo: “Sabe, porém, isto…”. A ignorância é a arma predileta do maligno. Ele é o pai da mentira. Quem não tem olhos para ver nem ouvidos para ouvir, tem uma mente aberta à mentira, é cativo do engano e escravo da obscurantismo. Quem não discerne a malignidade do sistema é porque já faz parte dele. Já foi domesticado por ele. Sucumbiu a ele.
​É tempo de acordarmos desse torpor. É tempo de rogarmos a Deus para lançar luz em nossas trevas. É tempo de sermos regidos pela verdade de Deus e não pela mentira de Satanás. É tempo de nos inconformarmos com este século para nos conformarmos com a vontade de Deus.
Rev. Hernandes Dias Lopes

http://hernandesdiaslopes.com.br/portal/o-mundo-esta-doente-e-agoniza/

A Europa Novamente em Contradição



Peter Martino
A Europa está em estado de contradição a respeito da natureza transformativa de seus inimigos. Ao se recusar a reconhecer a enfermidade mental em suas variadas formas por aquilo que ela é, a Europa permanece incapaz de proteger seus cidadãos.
É um padrão familiar. Sempre que um terrorista comete uma atrocidade, seus apologistas começam a culpar a sociedade ou, ainda pior, as vítimas. Conseqüentemente, não surpreende que, após Mohamed Merah, um francês jihadista descendente de argelinos, ter matado um rabino e três crianças judias em Toulouse (março de 2012), alguns imediatamente culparam os judeus.
Merah gravou em vídeo, a sangue frio, como perseguiu uma garotinha de oito anos por um playground na escola e a assassinou com três tiros na cabeça, e como executou o rabino Sandler e seus filhinhos de três e de seis anos. Mesmo assim, alguns não hesitaram em comparar seus atos a operações militares do exército israelense em Gaza.
Só isso já seria suficientemente chocante, mas o fato de a comparação ter sido feita pela chefe da política externa da União Européia (UE) torna as coisas muito piores. E, assim mesmo, depois de comparar as crianças judias que foram intencionalmente assassinadas em Toulouse com jovens vítimas palestinas dos ataques aéreos defensivos do exército israelense em Gaza, Catherine Ashton, a Alta Representante da União Européia Para Política Externa e de Segurança, ainda está no cargo. Nenhum dos 27 governos dos Estados-Membros da UE solicitou que ela renuncie.
Os políticos israelenses reagiram com indignação à comparação feita por Ashton. As observações dela, entretanto, não são nada surpreendentes tendo em vista seu passado como ativista, pertencente ao grupo “Blame the West First” [Culpem Primeiro o Ocidente]. Algumas pessoas, quando confrontadas com comportamento sociopata, colaboram com ele ou buscam argumentos para provarem que não se trata realmente de um sintoma de desordem emocional, mas de uma tentativa de corrigir uma injustiça que alguém cometeu.
A UE critica Israel freqüente e abertamente. Seus relatos sobre Israel são muitas vezes injustos e tendenciosos. Como Israel é um país ocidental, é odiado por elementos anti-ocidentais na UE, que mostram os palestinos como vítimas permanentes da agressão israelense.
Os americanos não parecem estar conscientes do que está acontecendo, mas pessoas com um passado anti-ocidental controlam mais de um terço das posições mais importantes da UE. Catherine Ashton começou sua carreira política no início dos anos 1980, quando foi tesoureira da Campanha Para o Desarmamento Nuclear (CDN), a principal organização britânica de pacifistas, e que, de acordo com o ex-dissidente soviético Vladimir Bukovsky, estava na folha de pagamento da União Soviética. Ela aparentemente ainda aprova essas políticas desacreditadas e potencialmente autodestrutivas – evidentemente ainda tão cega ao abuso totalitário do poder quanto era três décadas atrás. Ela é tão incapaz de ver a natureza autocrática do islamismo hoje quanto era incapaz de ver a natureza autocrática do comunismo naquela época.
A revista The Economist escreveu em 2010, quando Ashton foi designada como chefe do Departamento de Política Externa da UE: “Imaginem uma Europa dos anos 1980, em que a CDN havia triunfado (...) rendendo-se à pressão do Kremlin e fortalecendo o império do mal. (...) Dada a história de assassinatos em massa, subversão e engano da União Soviética, é impressionante que até mesmo uma associação tangencial com as causas apoiadas pelos soviéticos no passado não levante (...) indignação moral”.
Não houve análise rigorosa das observações de Ashton naquela época; não há análise rigorosa das observações atuais de Ashton.
Infelizmente, Ashton não está sozinha. Dez dos 27 membros da Comissão Européia, a executiva da UE, estavam do lado do domínio totalitário repressivo durante a Guerra Fria. Ou eles eram membros do aparato do Partido Comunista ou eram socialistas marxistas ocidentais, que consideravam o Ocidente tão ruim quanto a União Soviética.
Dois dos atuais comissários da UE eram membros do Partido Comunista Soviético (o estoniano Siim Kallas e o lituano Andris Piebalgs), dois eram membros do Partido Comunista Tchecoslovaco (o tcheco Stefan Füle e o eslovaco Maros Sef­covic), um era membro do Partido Comunista Iugoslavo (o esloveno Janez Potocnik), uma era membro do Partido Comunista Grego (Maria Damanaki) e um era ex-membro do Partido Maoista Português (o presidente da Comissão da UE, José Manuel Barroso). Dois outros eram social-democratas marxistas, próximos do Partido Comunista (o húngaro László Andor e o espanhol Joaquín Almunia) e uma, Catherine Ashton, era ativa em uma “organização pacifista” patrocinada pelos soviéticos, que tentava impedir o Ocidente de se defender contra a agressão da URSS.
À parte de uma tentativa vã de Gerard Batten, membro britânico do Parlamento Europeu, de impedir a designação, em 2010, de delegados da UE que “tenham sido associados a regimes opressivos” ou que “tenham participado de governos ou de movimentos políticos não-democráticos”, ninguém pareceu se importar que um terço dos membros da Comissão Européia seja de ex-colaboradores de um regime que chacinou 20 milhões de seu próprio povo sob Josef Stalin. Hoje, Israel está pagando o preço por essa falta de análise rigorosa por parte dos europeus.
Depois que Ashton foi criticada por políticos israelenses por fazer a comparação Toulouse-Gaza, ela expressou sua “tristeza pela distorção de minhas observações”. Em vez de se desculpar, ela culpou seus críticos por “distorcerem” sua mensagem. Entrementes, ela manipulou a transcrição de suas observações, acrescentando à versão online de sua fala uma referência às crianças israelenses em Sderot, que foram vítimas de literalmente milhares de ataques com foguetes palestinos. Se milhares de foguetes caíssem, ano após ano, nos subúrbios de Bruxelas ou de Florença, o que você recomendaria aos residentes: que recompensassem o adversário abandonando as cidades? Em qualquer caso, a versão online anterior da transcrição não fazia nenhuma referência a Sderot.
Confrontados pelas aspirações de expansão dinâmica do islamismo, manifestadas sem rodeios, pessoas como Ashton e as que a designaram para o cargo, mostram a mesma cegueira enganosa que demonstraram três décadas atrás quando confrontadas pela natureza repressiva do comunismo.
Enquanto Ashton culpou Israel, Tariq Ramadan, professor de Estudos Islâmicos Contemporâneos na Universidade de Oxford, denominado a voz do islamismo moderado europeu, culpou a França. Ramadan escreveu em seu site que Merah se tornou um terrorista “depois de ter sido um cidadão destituído da verdadeira dignidade”. O islamismo não teve nada a ver com isso, afirma Ramadan. A França deve ser culpada porque “um número substancial de cidadãos franceses [de origem islâmica] são tratados como cidadãos de segunda categoria”.
O artigo de Ramadan é uma outra tentativa de culpar as vítimas pela atividade criminal perpetrada contra elas, desta vez em sua condição de cidadãos franceses, em vez de como judeus. Um professor de Oxford escrever tal artigo é uma vergonha e um insulto a todos os membros da comunidade da Universidade de Oxford. É, entretanto, como antes, improvável que alguém daquela universidade proteste contra isso.
A Europa está em estado de contradição a respeito da natureza transformativa de seus inimigos. Ao se recusar a reconhecer a enfermidade mental em suas variadas formas – seja por tentativas de repelir a depressão por meio da agressão, seja por paranóia, inata ou induzida, seja pela excitação em maltratar fisicamente a si mesma ou a outros, o que é conhecido como sadomasoquismo – pelo que ela é, a Europa permanece incapaz de proteger seus cidadãos.
Oitenta anos atrás, os europeus passaram por esse mesmo processo. Como disse Mark Twain: “A história nunca se repete, mas freqüentemente rima”. Mais uma vez – exatamente como fizeram durante a inquisição do Terceiro Reich – os europeus estão fracassando, devido à ignorância, pelo desejo de não tomar conhecimento, ou de não querer confrontar o objeto da desordem emocional, especialmente inflamado diariamente não apenas pelos ensinamentos ideológicos que buscam conspicuamente incitar o ódio, mas também com a cumplicidade de uma imprensa européia cada vez mais reminiscente de Der Stürmer (semanário nazista de incitação contra os judeus). Mais uma vez, os europeus, por seu próprio fracasso, estão tentando fazer com que os judeus paguem o preço. (Peter Martino - www.gatestoneinstitute.org — www.beth-shalom.com.br)

sábado, 13 de maio de 2017

Isto é uma ordem!

Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor” (Salmo 27.14).
“Ó minh’alma espera no Senhor; tudo a ele entrega, com prazer te ajudará. Se tudo falhar, ele não o abandonará, maior que o teu Salvador jamais o teu problema será!” (Friedrich Räder). Esse cântico eu sempre cantei com profunda convicção. No entanto, quando a alma passava por dias nublados eu sempre sentia como é difícil esse “esperar”. Mesmo assim, fico feliz que a expressão “esperar no Senhor” é encontrada tantas vezes na Bíblia.
Espera no Senhor!” Esperar, na verdade, é algo mais do que simplesmente aguardar para ver como fica a situação. Esse esperar significa dirigir toda sua expectativa exclusivamente para a intervenção salvadora de Deus. Esperar é o olhar suplicante para aquele de quem nos vem toda a ajuda. Quem espera tem um anseio. Seus pensamentos estão voltados para a solução salvadora. Mesmo que ele esteja ameaçado de submergir no lamaçal das circunstâncias, ele mantém firmemente em suas mãos a bandeira da expectativa da vitória.
O rei Davi, que de fato passou por todos os desfiladeiros de sofrimentos e horrores, reconhece a fidelidade de Deus: “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado, nem seus filhos mendigando o pão” (Salmo 37.25). Não, nós não cremos apenas numa nuvem azul qualquer. Nós temos múltiplas promessas de Deus de que ele nunca nos abandonará. Por isso podemos contar seguramente com nosso Deus Onipotente, pois dele está escrito: “Pois nada é impossível para Deus” (Lucas 1.37). Mesmo que a matemática de nossa vida seja muito complicada e cause sérios problemas à nossa paciência, Deus nos exorta a esperarmos pela sua salvação.
Por isso, espere com fé e, com a inocência de uma criança, conte com a ajuda de seu Pai celestial. Querido filho de Deus, o Senhor tem soluções preparadas também para você. A sua situação não é complicada demais para o Senhor Jesus. Mesmo que agora milhares de ideias o atormentem, como se fosse granizo batendo sobre o telhado metálico de sua alma – suporte esse ruído ensurdecedor! Espere no Senhor! Quem está tentando lhe sussurrar que seu caso não tem solução? Quem lhe disse que suas dificuldades são muito grandes para o seu Deus? Talvez tenha sido o Senhor Jesus? Não, nunca! Muito pelo contrário! Você esqueceu que o espaço aéreo da sua alma é determinado a partir da torre controladora de Deus? Nossa fé não é um voo cego. Todavia, sem tentações não há batalhas de fé! Nós nos encontramos incessantemente numa batalha espiritual defensiva para resistir ao Diabo.
Esse esperar significa dirigir toda sua expectativa exclusivamente para a intervenção salvadora de Deus.
Você também conhece isso? Você se alegra em poder dormir aquele soninho após o almoço! Nada disso! Aquela mosca na sua janela já detectou seu lábio em seu visor. Enquanto você tenta um cochilo, ela pousa exatamente no local que acaba com os seus sonhos. Gostaria de ver alguém que, nesse detestável ataque, não sofre um abalo em seu nível de adrenalina. O descanso se foi. Cadê o mata-moscas?
Quantas vezes há “moscas” de pensamentos ímpios atrapalhando e inquietando nossa alma! E você espera que elas o deixem em paz? Que elas tenham consideração com você? Elas nunca o farão! Não, isso não funciona sem reação, por isso é preciso usar o “mata-moscas espiritual”. Não devemos permitir que os pensamentos perversos se transformem em espíritos atormentadores e que nos roubem a paz de Deus. Por isso, permaneça em “estado de alerta de fé”! Lembre-se constantemente das promessas de Deus ao invés de se torturar com ideias ímpias de “mas, se”, ou “será que Deus disse?”. Não obscureça sua alma com desconfiança diante de seu Pai celestial. — Manfred Paul
Manfred Paul é autor de muitos livros, folhetos e brochuras que foram distribuídos em mais de 30 países, encorajando milhões de pessoas. Casado há mais de 50 anos, tem 3 filhos e 10 netos. Foi Diretor e encarregado das missões da organização internacional Janz Team (agora TeachBeyond), em Lörrach, Alemanha. Por 24 anos foi evangelista e líder espiritual da missão Werner Heukelbach, onde pregou na Alemanha e no exterior. Também participou de transmissões de rádio em diversos países, como Alemanha, Rússia e Equador. Aos 76 anos, ele não pensa na bem merecida aposentadoria. Toda a sua vida está a serviço do Senhor Jesus Cristo.

sábado, 6 de maio de 2017

Israel: o maior sinal da breve vinda de Jesus



Tim LaHaye
Através das profecias contidas nas Escrituras, o Senhor Jesus Cristo nos deixou o maior sinal possível de Sua vinda para arrebatar Sua Igreja no final dos tempos. Ele, sendo “o espírito da profecia”, acrescentou informações mais significativas e detalhadas do que qualquer um dos profetas do Antigo Testamento. Tenha sempre em mente ao estudar o Sermão do Monte das Oliveiras, em Mateus 24 e 25, que Ele estava respondendo à pergunta especial dos discípulos: “E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?” (Mt 24.3, NVI).
Em Sua resposta, Ele delineou por inteiro os acontecimentos dos tempos do fim, que compreendem os “últimos dias” ou “o final dos tempos”. É importante observar que Ele nunca repreendeu os discípulos por fazerem tal pergunta, mas, pelo contrário, entrou em maiores detalhes ao lhes responder.
Por isso, podemos concluir que não é possível sabermos “o dia e a hora” em que Cristo voltará. É razoável e até mesmo natural que façamos a pergunta sobre qual sinal irá nos avisar de Sua breve vinda à medida que o fim se aproxima. Deveríamos então estudar a resposta dEle cuidadosamente, pois podemos muito bem estar vivendo nos dias do fim sobre o qual os discípulos estavam perguntando.
Há muitos sinais “do fim” que deveremos estudar nos próximos meses, mas nenhum deles é mais significativo do que o sinal específico que Ele deu em resposta à pergunta dos discípulos no Monte das Oliveiras, registrado em Mateus 24 e 25. Antes de tratarmos do sinal, vamos estabelecer o ambiente, pois ele é sumamente importante.
O fato aconteceu apenas cerca de um dia antes do julgamento e da crucificação de Jesus por causa do pecado do mundo todo. Foi, portanto, dentre as últimas palavras que o Salvador proferiu antes de Seu injusto julgamento e da Sua morte compulsória, que Ele sofreu pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo todo.
Jesus havia acabado de Se apresentar à nação de Israel e ao mundo como o Messias da Bíblia, mas, mesmo assim, eles O rejeitaram. O problema deles é que queriam alguém que os salvasse do opressivo governo romano mais do que queriam alguém que salvasse suas almas por toda a eternidade.
Ele chorou sobre a cidade pela perda que eles estavam por sofrer, devido ao engano satânico incitado pelos falsos ensinamentos dos fariseus, saduceus e outros líderes religiosos da época. Entretanto, suportou os resultados dessa rejeição com o propósito único de “dar a Sua vida em resgate” dos muitos milhões que finalmente viriam a crer nEle e ganhariam a vida eterna que Ele prometera.
Desta forma O encontramos em Mateus 24, no Monte do Templo, onde os discípulos fizeram-Lhe uma das mais importantes perguntas sobre o fim dos tempos, registrada no versículo 3: “Dize-nos, quando acontecerão essas coisas? (isto é, a futura destruição do Templo, que havia sido profetizada por Daniel) E qual será o sinal da tua vinda e do fim dos tempos?”. Observe como eles fundiram a destruição do Templo (que aconteceria somente trinta e cinco anos mais tarde), o retorno de Jesus e o fim dos tempos (que ainda não aconteceu, após 2.000 anos). Observe particularmente como eles combinaram a vinda de Jesus com o “fim dos tempos”. Esta última combinação é muitíssimo importante para os alunos de profecia, pois Jesus nunca repreendeu os discípulos por combinarem esses dois acontecimentos. Assim, estamos justificados em concluir que eles aconteceriam em datas muito próximas.
Já era naturalmente bastante para a mente deles que a vinda de Cristo estabelecesse Seu reino terreno, sobre o que esses discípulos judeus O haviam ouvido falar tanto em Seus ensinamentos durante aqueles últimos três anos. Mal sabiam eles que isso não aconteceria até que se passassem séculos após a morte deles próprios.
Dentre as muitas coisas que deveríamos aprender a partir desse grandioso ensinamento profético de nosso Senhor – além dEle ter delineado o plano completo para “os últimos dias” ministrando no Monte das Oliveiras – está o ponto principal que Ele citou em Mateus 24.32-33:
Aprendam a lição da figueira: quando seus ramos se renovam e suas folhas começam a brotar, vocês sabem que o verão está próximo. Assim também, quando virem todas estas coisas, saibam que ele está próximo, às portas” (NVI).
O fundamental que Ele quer que aprendamos com essa profecia é a parábola da figueira: quando ela começar a mostrar crescimento, estamos chegando perto da época da colheita. Ele está se referindo, é claro, ao propósito principal da existência dela. A maioria dos estudiosos de profecia crê que “a parábola da figueira” é o ensinamento de que Israel deverá ser o foco da atividade do fim. Na próxima edição vamos apresentar detalhes das Escrituras sobre essa parábola.
À medida que eu estudava e orava sobre esta passagem, cheguei à conclusão de que a parábola aqui não se refere a um evento único, mas sim a um processo de eventos sobre Israel (simbolizado pela figueira), processo esse que começou próximo do final do século 19 e continua não apenas até o momento presente, mas também continuará na Tribulação e culminará com a Aparição Gloriosa de Cristo e o estabelecimento do Seu Reino. Outras passagens identificam isto como o Milênio (ou um reino de paz de mil anos sobre o qual Jesus reinará e durante o qual bilhões de almas responderão a Ele em fé). (Ver Ap 19.11-20.15).
Historicamente, isto começou com a migração gradativa dos judeus de todo o mundo, movimentando-se de volta à terra de Israel para possuí-la como sua terra natal nacional. O primeiro passo público nessa direção foi iniciado quando Theodor Herzl, brilhante estudioso e jornalista, organizou o primeiro Congresso Sionista Mundial na Suíça, em 1897. No ano anterior, ele havia acabado de produzir um livro de extraordinária vendagem, defendendo a criação de um Estado Judeu. Os judeus do mundo todo e muitos cristãos defensores de Israel atenderam à sua conclamação em favor de uma terra natal para seu povo.
Herzl foi chamado “O Pai do Sionismo Mundial” naquela conferência, mas morreu tragicamente quatro anos mais tarde, com a idade de 44 anos. Como costumava dizer Paul Harvey: “E agora estamos prontos para o restante da história – a história de Israel”.
Lutero
O livro de Herzl era sobre o caso do capitão Dreyfus, a história trágica de um oficial do exército francês grosseiramente discriminado, cuja carreira foi destruída pelo ataque anti-semita a um oficial leal, por nenhum crime a não ser o de ser judeu. É interessante que li esse livro enquanto cursava o Ensino Médio e, em minha juventude, percebi o resultado do anti-semitismo de perto e de modo bem feio. Naquela época, eu não conseguia acreditar no ataque satanicamente inspirado contra um judeu em um país secular, que havia sobrevivido à Revolução Francesa para libertar o país da monarquia francesa.
Anos mais tarde, quando escrevia um livro comparando a revolução dos Estados Unidos, em grande parte realizada por homens cristãos interessados em estabelecer uma nação mais baseada em princípios bíblicos do que qualquer outra nação na história do mundo (o verdadeiro segredo da grandeza dos Estados Unidos), verifiquei que secularizadores da Revolução Francesa escreveram uma constituição que permitiu dez revoluções subseqüentes pela liberdade, enquanto que os delegados constitucionais predominantemente cristãos dos EUA escreveram uma constituição que tem sobrevivido há quase 250 anos e nesse tempo houve apenas uma guerra civil, que foi para libertar os escravos e manter o país unido. Seria possível que os colonizadores da América, que foram melhores para os judeus e lhes deram mais apoio do que qualquer outra nação no mundo, tenham colhido as bênçãos de Deus durante todos esses anos... assim como Ele prometeu? Pessoalmente, creio que sim, porque Deus manteve a Sua promessa quando Ele apresentou o povo hebreu e, subseqüentemente, o povo judeu (Gn 12.1-3).
Então o Senhor disse a Abrão: “Saia da sua terra, do meio dos seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção. Abençoarei os que o abençoarem, e amaldiçoarei os que o amaldiçoarem; e por meio de você todos os povos da terra serão abençoados”” (Gn 12.1-3, NVI).
Na próxima edição analisaremos a inspiradora história da figueira brotando durante o Século 20 – verdadeiramente uma história de milagres sobre a fidelidade de Deus a Israel e ao nosso mundo! (Tim LaHaye — Pre-Trib Perspectives — Chamada.com.br)

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Páscoa - Como Tudo Começou.

Thomas C. Simcox
De todas as celebrações de Pessach (a Páscoa judaica), apenas uma foi a verdadeira. Ela aconteceu mais de 34 séculos atrás, quando o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó estava fazendo os preparativos para libertar Seu povo escolhido da escravidão no Egito.
O Senhor havia enviado Moisés e seu irmão Arão a Faraó para exigir que fosse permitido aos israelitas irem para o deserto a fim de adorá-lO. Faraó se recusou a dar a permissão. Então, Deus atacou o Egito com nove pragas devastadoras. Mesmo assim, Faraó ainda se recusou a permitir que os israelitas deixassem o Egito.
Então, Deus falou a Moisés: “Ainda mais uma praga trarei sobre Faraó e sobre o Egito. Então, vos deixará ir daqui; quando vos deixar, é certo que vos expulsará totalmente” (Êxodo 11.1).
Deus, como sempre, fez como havia prometido. A décima praga é a chave para o feriado de Pessach porque envolve o cordeiro pascal.
A décima praga foi a morte de todos os primogênitos machos, tanto seres humanos quanto animais. E, diferentemente das nove pragas anteriores, que nunca afetaram Gósen, onde moravam os israelitas, essa praga afetaria a todos.
O Senhor também usou a décima praga para ensinar aos israelitas o princípio bíblico da redenção por meio de um substituto. Ele disse a Moisés: “Consagra-me todo primogênito; todo que abre a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, tanto de homens como de animais, é meu” (Êxodo 13.2). Se os israelitas deixassem de seguir as instruções de Deus, esses primogênitos morreriam, juntamente com os primogênitos dos egípcios.
Lutero
Deus disse aos israelitas que escolhessem um cordeiro ou um cabrito, macho, jovem, (um por família), no décimo dia do mês de nisan e observassem seu cordeiro durante três dias para se assegurarem de que ele era “sem defeito” (Êx 12.5). Depois, as instruções foram: “e o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem” (Êxodo 12.6-7).
O Senhor também lhes disse: “naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a comerão. Não comereis do animal nada cru, nem cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura” (Êxodo 12.8-9).
Deus não estava interessado nas preferências pessoais deles com relação ao preparo dos alimentos. Os cordeiros deveriam ser preparados de acordo com o que Deus falasse, e nada dos animais deveria ser guardado. “Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá-lo-eis” (Êxodo 12.10).
Naquela noite, com o sangue na verga de suas portas, o povo judeu sentou-se em suas casas e comeu o cordeiro pascal. Eles não deveriam sair das casas. Quando Deus via o sangue nas portas, Ele protegia aquela família do destruidor que passou pela terra à meia-noite (Êx 12.29). Onde não havia sangue, os primogênitos machos daquelas famílias do Egito, inclusive a do Faraó, morreram.
O julgamento deu a vitória ao Deus de Israel e expôs a impotência dos ídolos e falsos deuses do Egito.
Os elementos-chave da Páscoa original eram o cordeiro assado, ervas amargas e pão sem fermento. Os sêderes (ceias pascais) de hoje são muito diferentes. O cordeiro é substituído pelo osso da canela (parte da perna abaixo do joelho) de um cordeiro, chamado zerah em hebraico. As ervas amargas permanecem, bem como o pão sem fermento (matzoh). Mas outros elementos foram acrescentados, e o feriado foi transformado de um tempo sóbrio de apreensão em uma celebração alegre de libertação.
Embora hoje Pessach seja substancialmente diferente da observação original, ela ainda aponta claramente para o profundo amor de Deus por Israel e a libertação física que Ele proporcionou ao povo judeu.
A principal mensagem de Pessach, logicamente, é a redenção. É sobre o plano de Deus para redimir Israel da escravidão. Todavia, ela contém paralelos maravilhosos para a cristandade:
1. O cordeiro foi observado durante três dias para se certificarem de que ele era perfeito, sem nenhum defeito. Jesus foi cuidadosamente observado durante Seus três anos de ministério na terra e foi declarado inocente pelo governador romano, Pôncio Pilatos, que afirmou: “eu não acho nele crime algum” (Jo 19.6). João Batista, um levita, disse de Jesus: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!‘ (João 1.29).
2. Imediatamente após a Páscoa, é celebrada a festa de sete dias dos Pães Asmos (sem fermento). Na Bíblia, o fermento representa o pecado. Portanto, durante estes sete dias, o povo judeu observador da Lei se abstém de comer todos os produtos que contêm um agente levedador, como o fermento. A Escritura ensina que Jesus, o Deus-Homem, era perfeito – sem defeito, sem pecado – tornando-se o perfeito sacrifício para um Deus santo e justo.
3. Finalmente, vem o feriado dos Primeiros Frutos (Primícias, Lv 23.9-14). De acordo com a Bíblia, essa festa deveria ser observada “no dia imediato ao sábado” (Levítico 23.12). Embora haja algum desacordo quanto ao que essa instrução significa, a festa das Primícias claramente cai durante Pessach. No cristianismo, essa festa é associada à ressurreição de Cristo. Como escreveu o Apóstolo Paulo:
Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo” (1 Coríntios 15.20-22).
Embora hoje Pessach seja substancialmente diferente da observação original, ela ainda aponta claramente para o profundo amor de Deus por Israel e a libertação física que Ele proporcionou ao povo judeu. É também um lindo quadro de Seu amor pela humanidade por meio da provisão vinda de Deus, que é Jesus, o Cordeiro Pascal, cuja morte e ressurreição proporcionam libertação espiritual da escravidão do pecado a todos aqueles que nEle colocam sua fé. (Thomas C. Simcox — Israel My Glory — Chamada.com.br)

Amor sincero.

Resultado de imagem para Amor sincero



Kevin DeYoung

Paulo conclui sua carta aos Efésios com quatro palavras preciosas: “Paz seja com os irmãos e amor com , da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo. A graça seja com todos os que amam sinceramente a nosso Senhor Jesus Cristo” (Ef. 6.23-24). Essas são quatro das mais importantes palavras que você ouvirá: paz, amor, fé e graça. E essa última frase? Absolutamente bela. Quão apropriado terminar a carta os Efésios com “amor sincero”.
E como é esse amor sincero?
É o que vemos em Efésios 4-6.
Nós amamos Jesus quando obedecemos seus mandamentos. Habitamos em Cristo quando Sua palavra habita em nós. Vivemos uma vida digna do chamado que recebemos. “Amor sincero” é uma frase elegante, mas é trabalho duro. Significa não viver mais como os pagãos vivem. Significa se despir das velhas roupas da ganância, sensualidade e impureza e se revestir das vestes da verdade, justiça e santidade.
É muito fácil falar de amor. O que o mundo precisa agora é de amor, doce amor. Mas poucas pessoas se dão ao trabalho de definir amor. Mas Paulo o faz o tempo todo em Efésios. Se nós realmente amamos, seremos pessoas mudadas. Iremos aborrecer a falsidade, ira injusta, roubo, conversas tolas e amargura. E iremos amar a verdade, a ira justa, o trabalho duro, palavras que edificam e compaixão. Seremos imitadores de Cristo. Não há amor de verdade em Cristo se não desejamos ser como ele em sua perfeita justiça e retidão, sua perfeita verdade e graça.
Se amamos nosso Senhor Jesus com amor sincero, iremos viver como filhos da luz, expondo as tenebrosos obras das trevas. Seremos cuidadosos em nosso viver, aproveitando ao máximo cada oportunidade, entendendo a vontade de Deus e sendo cheios do Espírito. Por amor a Cristo, esposas se submeterão aos seus maridos, filhos honrarão seus pais e empregados honrarão seus chefes. E por amor a Cristo, maridos irão entregar suas vidas por suas esposas, pais irão instruir seus filhos no Senhor e chefes irão tratar seus empregados como eles mesmos gostariam de ser tratados.
Se amamos nosso Senhor Jesus Cristo, não desistimos de nossa luta contra a carne e o diabo, mas iremos resistir às tramas do maligno. E acima de tudo, e na base de tudo, iremos orar – sem cessar, com todo tipo de orações, por todos os santos, com toda a perseverança.
Tudo isso é muita coisa que Deus requer de nós em nome do amor. Mas, não se esqueça, tudo que ele pede, ele provê. Amamos nosso Senhor Jesus Cristo com amor sincero porque nele nós conhecemos o amor imortal, incorruptível e imperecível de Deus por nós.
É o que vemos em Efésios 1-3.
Em Cristo nós fomos abençoados com toda benção espiritual. Fomos escolhidos nele para sermos santos e irrepreensíveis. Por meio de Jesus, fomos adotados como filhos de Deus. Nele, temos redenção por seu sangue. E nele Deus está fazendo convergir todas as coisas – reunindo todas as coisas no céu e na terra sob seu governo. Nele também fomos escolhidos, predestinados de acordo com o plano soberano de Deus. Em Cristo fomos selados com o Espírito Santo prometido, marcados como posse do próprio Deus para louvor de sua glória.
Em nosso Senhor Jesus Cristo, Deus está, agora mesmo, trabalhando com seu imenso poder em nós, os que cremos. E em Cristo já recebemos a vida nele, mesmo estando nós mortos em nossas transgressões. E nele estamos assentados nos lugares celestiais, para que nas eras vindouras Deus mostre a suprema riqueza de sua graça, expressada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus.
Nele nós fomos criados para boas obras. Nele, nós que antes estávamos longe fomos trazidos para perto. Nele, Judeus e Gentios, negros e brancos, Croatas e Sérvios podem se unir em um só corpo. Nele podemos nos aproximar de Deus com liberdade e confiança. Nele está o amor que é largo, comprido, alto e profundo e que excede todo o entendimento.
A esse Jesus Cristo, a quem amamos sinceramente, seja a glória por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!


Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

quarta-feira, 29 de março de 2017

Diferenças Entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda.

Thomas Ice
Ao considerarmos a questão do Arrebatamento da Igreja, especialmente o momento em que vai acontecer, é essencial que observemos as diferenças que há entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda de Cristo. Creio fortemente que o Novo Testamento indica que a Igreja será arrebatada antes da sétima semana de Daniel. Uma razão-chave é que a Bíblia ensina que o Arrebatamento é um acontecimento distinto da Segunda Vinda de Cristo à terra. Em qualquer consideração sobre a veracidade do momento em que ocorrerá o Arrebatamento, essa distinção é de importância crucial.

A Importância das Distinções

O Dr. John Feinberg observa que distinguir entre o Arrebatamento e o retorno de Cristo é de fundamental importância para o estabelecimento do pré-tribulacionismo contra a afirmação não pré-tribulacionista de que as Escrituras não ensinam tal visão.
...o pré-tribulacionista deve mostrar que há dissimilaridades suficientes entre as passagens claras sobre o Arrebatamento e as passagens claras sobre o Segundo Advento, como uma garantia de que os dois tipos de passagens poderiam estar falando sobre dois acontecimentos que ocorreria em momentos diferentes. O pré-tribulacionista não tem que provar, neste ponto, (...) que os dois acontecimentos devem ocorrer em momentos diferentes, mas somente que os dados exegéticos que partem de passagens sobre o Arrebatamento e sobre a Segunda Vinda não tornam impossível que os acontecimentos ocorram em momentos diferentes. Se conseguir fazer isto, o pré-tribulacionista já mostrou que sua visão não é impossível. E respondeu à mais forte linha de evidências do pós-tribulacionista.[1]
Um fator chave no entendimento dos ensinos do Novo Testamento sobre o Arrebatamento pré-tribulacionista gira em torno do fato de que duas futuras vindas de Cristo são apresentadas. A primeira é para levar a Igreja entre as nuvens antes da Tribulação de sete anos; e a Segunda Vinda ocorre no final da Tribulação, quando Cristo retorna à terra para começar Seu reino de mil anos. Aquele que desejar entendimento sobre o ensino bíblico do Arrebatamento e do Segundo Advento deve estudar e decidir se as Escrituras falam sobre um ou dois eventos futuros. Contudo, muitos não-pré-tribulacionistas jamais tratam dessa questão.

Estruturando a Questão

Os pós-tribulacionistas geralmente argumentam que, se o Arrebatamento e a Segunda Vinda forem dois acontecimentos distintos, separados por pelo menos sete anos, então deveria haver ao menos uma passagem nas Escrituras que ensinasse claramente essa questão na forma que eles determinaram. Contudo, a Bíblia nem sempre ensina a verdade de Deus dentro das formulações feitas pelo homem, de tal maneira que responda diretamente a todas as nossas perguntas. Por exemplo, um unitariano [adepto do unitarianismo] poderia projetar um tipo semelhante de pergunta relativamente à Trindade que não é respondido diretamente na Bíblia. “Onde a Bíblia ensina sobre a Trindade?”. Nós, que cremos na Trindade, respondemos que a Bíblia ensina sobre a Trindade, mas a revela de uma maneira diferente.
Muitas doutrinas bíblicas importantes não nos são apresentadas diretamente, a partir de um único versículo, da maneira que alguém possa pensar que a Escritura devesse fazê-lo. Geralmente é necessário harmonizarmos as passagens em conclusões sistemáticas. Algumas verdades são diretamente apresentadas na Bíblia, tais como a deidade de Cristo (Jo 1.1; Tt 2.13). Mas doutrinas como a da Trindade e como a da natureza encarnada de Cristo são produtos de harmonização bíblica. Levando em conta todos os textos bíblicos que tocam num determinado assunto, teólogos ortodoxos têm, ao longo do tempo, reconhecido e determinado que Deus é uma Trindade e que Cristo é Deus-Homem. Semelhantemente, uma consideração sistemática de todas as passagens bíblicas revela duas futuras vindas. Não estou dizendo que a Bíblia não ensina o Arrebatamento pré-tribulação, como fizeram alguns que deram um falso sentido a comentários semelhantes no passado. O Novo Testamento ensina, sim, o pré-tribulacionismo, embora ele possa não ser apresentado de maneira que fique claro para alguns.
Os pós-tribulacionistas freqüentemente argumentam que o pré-tribulacionismo é construído com base meramente em um pressuposto de que certos versículos “fazem sentido” se, e apenas se, o modelo pré-tribulacionista do Arrebatamento for pressuposto. Entretanto, os pós-tribulacionistas geralmente não são bem sucedidos em perceber que eles também são igualmente dependentes de pressupostos semelhantes. O erro deles surge do fracasso em observar distinções reais no texto bíblico por causa do pressuposto cegante de uma única futura vinda de Cristo.
Todos concordamos que a carreira do Messias acontece na história em torno de duas fases importantes relacionadas às Suas duas vindas ao planeta Terra. A fase um aconteceu em Sua Primeira Vinda, quando Ele veio em humildade. A fase dois começará em Seu segundo advento, quando Ele virá em poder e glória. O fracasso em distinguir essas duas fases foi um fator-chave na rejeição de Jesus, por parte de Israel, como o Messias esperado. Da mesma forma, o fracasso em ver as distinções claras entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda leva muitos a uma interpretação errada do plano futuro de Deus.

A Natureza do Arrebatamento

O Arrebatamento é apresentado pela primeira vez por Jesus (Jo 14.1-3), no Discurso do Cenáculo (Jo 13-16), quando Ele revelou aos Seus discípulos a verdade sobre a nova era da Igreja, na noite anterior à Sua morte. Paulo expande a apresentação que Jesus fez sobre o Arrebatamento em uma de suas primeiras cartas, em 1 Tessalonicenses 4.13-18. A frase “seremos arrebatados” (1Ts 4.17) traduz a palavra grega harpazo, que significa “seremos arrancados com força” ou “seremos apanhados”. Os tradutores da Bíblia para a língua latina usaram a palavra rapere, raiz do termo “raptar” e do termo “arrebatar”. No Arrebatamento, os crentes que estiverem vivos serão “arrebatados” nos ares, trasladados entre nuvens, onde Cristo estará pairando, em um instante no tempo.
O Arrebatamento é caracterizado como uma “vinda para trasladar” (1Co 15.51-52; 1Ts 4.15-17), quando Cristo virá para Sua igreja. O Segundo Advento é Cristo retornando com Seus santos que foram previamente arrebatados, descendo dos céus para estabelecer Seu Reino terreno (Zc 14.4-5; Mt 24.27-31).
As diferenças entre os dois acontecimentos são harmonizadas naturalmente pela posição pré-tribulacionista, enquanto que outras visões não conseguem prestar esclarecimentos sobre distinções naturais a partir dos textos bíblicos. O gráfico abaixo lista uma compilação das passagens sobre o Arrebatamento colocadas em contraste com muitos versículos que se referem à Segunda Vinda.
Baseados nas referências acima, podemos ver uma vasta diferença entre o caráter das passagens que referenciam o Arrebatamento quando comparadas às passagens sobre o Segundo Advento, como está resumido na tabela abaixo:

Diferenças Adicionais

Paulo fala do Arrebatamento como um “mistério” (1Co 15.51-54), ou seja, uma verdade não revelada até sua manifestação para a Igreja (Cl 1.26), tornando-o um acontecimento separado. Por outro lado, a Segunda Vinda foi predita no Antigo Testamento (Dn 12.1-3; Zc 12.10; Zc 14.4).
Para o crente, o movimento no Arrebatamento é da terra para o céu, enquanto que no Segundo Advento é do céu para a terra. No Arrebatamento, o Senhor vem para os Seus santos (1Ts 4.16), enquanto que, na Segunda Vinda, Ele vem com os Seus santos (1Ts 3.13). No Arrebatamento, Cristo vem apenas para os crentes, mas Seu retorno à terra vai causar impacto em todas as pessoas. O Arrebatamento é o acontecimento do traslado/ressurreição no qual o Senhor levará os crentes “à casa do Pai” nos céus (Jo 14.3), enquanto que, no Segundo Advento, os crentes retornarão do céu para a terra (Mt 24.30). Ed Hindson diz: “Os diferentes aspectos do retorno de nosso Senhor estão claramente delineados nas próprias Escrituras. A única questão real no debate escatológico é o intervalo de tempo entre eles”.[2]

Problemas da Posição Pós-Tribulacionista

Uma das forças do posicionamento pré-tribulacionista é que este consegue melhor harmonizar os muitos acontecimentos das profecias sobre o final dos tempos por causa de suas distinções entre o Arrebatamento e a Segunda Vinda. Os pós-tribulacionistas raramente tentam responder a tais objeções e os poucos que o tentam lutam contra os textos bíblicos, terminando em interpretações forçadas. Os pré-tribulacionistas não precisam se esforçar para fornecer as respostas. Quais são alguns dos problemas da posição pós-tribulacionista?
Primeiro, os pós-tribulacionistas exigem que a Igreja esteja presente durante a septuagésima semana de Daniel (Dn 9.24-27), embora ela tenha estado ausente durante as primeiras sessenta e nove semanas. Daniel 9.24 diz que todas as setenta semanas são para Israel. O pré-tribulacionismo não está em conflito com esta passagem, como está o pós-tribulacionismo, uma vez que a Igreja é levada antes do início do período de sete anos.
Segundo, os pós-tribulacionistas são obrigados a negar o ensinamento do Novo Testamento sobre a iminência – o fato de que Cristo pode voltar a qualquer momento. O pré-tribulacionismo não tem problemas com isto, uma vez que afirma que nenhum sinal ou acontecimento tem que preceder o Arrebatamento.
Terceiro, o pós-tribulacionismo pré-milenar não tem resposta para o problema sobre quem povoará a terra no Milênio, se o Arrebatamento e a Segunda Vinda acontecerem juntos. Como todos os crentes serão trasladados no Arrebatamento e todos os incrédulos serão julgados, porque a nenhum injusto será permitido entrar do reino de Cristo, então ninguém seria deixado em corpos mortais para povoar o Milênio.
Quarto, o pós-tribulacionismo não é capaz de explicar satisfatoriamente o julgamento das ovelhas e dos cabritos depois da Segunda Vinda (Mt 25.31-46). O Arrebatamento teria removido os crentes do meio dos incrédulos no retorno de Cristo, tornando o julgamento das ovelhas e dos cabritos algo desnecessário. Por outro lado, esse julgamento é necessário se o pré-tribulacionismo for verdadeiro.
Quinto, Apocalipse 19.7-8 identifica a Igreja como a Noiva de Cristo, que se preparou e acompanha Cristo dos céus para a terra na Segunda Vinda (Ap 19.14). Como isso poderá acontecer se a Igreja estiver ainda na terra esperando pelo livramento de Cristo enquanto, ao mesmo tempo, estiver voltando com Ele? Mais uma vez, o pós-tribulacionismo requer um cenário impossível, enquanto as declarações claras do texto bíblico se encaixam perfeitamente no pré-tribulacionismo.
Descobertas Proféticas

Conclusão

As diferenças claras entre a vinda de Cristo nos ares para arrebatar Sua Igreja e Seu retorno ao planeta Terra com a Igreja são grandiosos demais para serem vistos como um acontecimento único. Essas distinções bíblicas proporcionam um forte embasamento para o pré-tribulacionismo. Quando consideramos que à Igreja está prometido o livramento da tribulação de Israel (Rm 5.9; 1Ts 1.10; 1Ts 5.1-9; Ap 3.10), então segue apenas que a Igreja será arrebatada antes da Tribulação. Tal esperança é, deveras, uma “Bendita Esperança” (Tt 2.13). Vem, Senhor Jesus! Maranata! (Pre-Trib Perspectives)

Notas:

  1. John S. Feinberg, “Arguing for the Rapture: Who Must Prove What and How” in Thomas Ice e Timothy Demy, editores, When The Trumpet Sounds (Eugene, OR: Harvest House Publishers, 1995), p. 195.*
  2. Edward E. Hindson, “The Rapture and the Return: Two Aspects of Christ’s Coming” in Thomas Ice e Timothy Demy, editores, When The Trumpet Sounds (Eugene, OR: Harvest House Publishers, 1995), p. 157 (ênfase no original).*